sábado, 2 de outubro de 2010

O efeito de carboxiterapia em flacidez de pele e estria

As estrias caracterizam-se por afecções dermatológicas que no início apresentam um processo inflamatório, com
elastólise e desgranulação de mastócitos, seguidos de afluxo de macrófagos em torno das fibras elásticas.
A estimulação fibroblástica tem importante papel no processo regenerativo da atrofia tecidual na estria. O
eletrolifting, terapia utilizada no tratamento das estrias, através de estímulo elétrico de baixa intensidade, provoca uma
inflamação aguda na estria com um leve edema e hiperemia a fim de aumentar a capacidade de replicação dos fibroblastos e
produção de fibras colágenas na pele estriada. Além disso, o peeling químico é um procedimento bastante utilizado no
tratamento das estrias, tendo como princípio provocar um processo inflamatório, e a partir daí iniciar o processo de reparo
do tecido lesado68. Processo semelhante ocorre com a Dermotonia, onde sua aplicabilidade visa a reconstrução das fibras de
colágeno e elásticas.
Baseado no fato de que a flacidez cutânea é caracterizada por uma atrofia da pele e perda da elasticidade, devido à
diminuição da capacidade de produção de colágeno que dá sustentação a pele, a terapia com gás carbônico torna-se um
recurso viável para seu “tratamento” tendo em vista estimular a produção de novas fibras de colágeno e com isso prover
maior sustentabilidade à pele flácida. Isto é justificado por Brandi et al29, pois através de estudos histológicos com a
Carboxiterapia comprovaram um aumento da espessura da derme, evidenciando estímulo a neocolagenase, bem com um
evidente rearranjo das fibras colágenas. Portanto, a carboxiterapia ao estimular a formação de colágeno, se torna um
recurso valioso para o tratamento de estrias e da flacidez cutânea.

Revista Fisioterapia Ser – Ano 3, nr 4 – out/nov/dez - 2008
1Flavia Acedo Scorza, 2Fabio dos Santos Borges

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